Data: mayo 29, 2013 | 13:37

Profissionais da saúde são capacitados para detectar doenças na infância

A capacitação ocorreu nos dias 27 a 28 de maio no auditório do Conselho Regional de Medicina do Acre | Foto Assessoria Sesacre

A capacitação ocorreu nos dias 27 a 28 de maio no auditório do Conselho Regional de Medicina do Acre | Foto Assessoria Sesacre

© Marcelo Torres | Agência Notícias do Acre

Cerca de 30 médicos da atenção primária que atuam no estado do Acre foram capacitados na Oficina de Atenção Integral às Doenças Prevalentes na Infância com foco Neonatal (Aidpi Neonatal). A capacitação ocorreu nos dias 27 a 28 de maio no auditório do Conselho Regional de Medicina do Acre (Crm/AC).

O Aidpi Neonatal é uma estratégia padronizada, baseada em normas internacionais, que permite ao profissional de saúde detectar precocemente doenças em crianças de zero a dois meses de idade, de forma a reconhecer a gravidade do problema, classificá-lo, tratá-lo e encaminhar a criança para um centro especializado quando assim o caso exigir.

“Essa capacitação é uma estratégia que está sendo utilizada para diminuir a mortalidade neonatal. A rede cegonha trás como um dos instrumentos o Aidpi Neonatal, onde trabalhamos com a mulher antes da gravidez para que ela tenha uma gestação com menos risco, nutrição, vigilância no desenvolvimento, vacinação do bebê e os cuidados com a própria mãe”, explica a pediatra da Secretaria de Estado de Saúde da Bahia Margareth Hamdan.

A pediatra fala ainda que o curso se trata da diminuição da mortalidade materna e neonatal. “O fato de a mortalidade infantil estar mais concentrada na fase neonatal torna fundamental a intensificação da atenção nesse período. Durante o curso abordamos o atendimento ao recém-nascido na comunidade, o que facilita o alcance e o impacto da assistência prestada a essa população”, comenta Hamdan.

Para a técnica da área de Saúde da Criança, Dalila Pontes, a aplicação desse curso para esses profissionais médicos neonatologistas, pediatras, especialistas em saúde da família e enfermeiros, tanto da capital quanto do interior, serve para que posteriormente sejam multiplicadas essas estratégias para outros profissionais de saúde e assim fortalecer a atenção primária. “A capacitação vai preparar os profissionais de saúde para um atendimento apropriado às gestantes e os recém-nascidos”, enfatiza.

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