Data: septiembre 5, 2013 | 23:37

Manoel Urbano, uma cidade movida pelos pequenos negócios

“Hoje nós produzimos com mais qualidade. Ganhamos uma estufa e uma bicicleta para transportar os produtos”, diz Tereza Gomes (Foto: Angela Peres/Secom)
“Hoje nós produzimos com mais qualidade. Ganhamos uma estufa e uma bicicleta para transportar os produtos”, diz Tereza Gomes (Foto: Angela Peres/Secom)
© Eduardo Gomes | Agência Notícias do Acre

Distante cerca de 220 quilômetros de Rio Branco, Manoel Urbano abriga muitos produtores que acreditaram na política de incentivo aos pequenos negócios implementada pelo governo do Estado. São inúmeros empreendimentos tanto na zona urbana quanto na rural. Trabalhadores que transformam oportunidades em realidade.

Horta comunitária

Raimunda Tereza Gomes e Edvilson Costa formam um dos casais mais famosos de Manoel Urbano. Há cerca de seis anos produzindo, são proprietários da maior horta da cidade e abastecem grande parte do município com a venda de couve, cheiro-verde, alface, tomate e pimenta.

Recentemente, a Secretaria Estadual de Pequenos Negócios (SEPN) construiu uma estufa na propriedade do casal e entregou uma bicicleta modelo cargueira, que tem dinamizado a entrega das hortaliças. “Antigamente, a gente vendia as verduras em uma tampa de caixa d’água. Hoje, com essa ajuda do governo, a produção aumentou e com a bicicleta entregamos nossos produtos com mais facilidade”, disse Tereza.

Edvilson vendia as hortaliças em uma tampa de caixa d’água. Ele mostra com satisfação a bicicleta que recebeu da SEPN (Foto: Angela Peres/Secom)
Edvilson vendia as hortaliças em uma tampa de caixa d’água. Ele mostra com satisfação a bicicleta que recebeu da SEPN (Foto: Angela Peres/Secom)

A SEPN ofereceu capacitação aos produtores local. Eles aprenderam os métodos de preparo do adubo orgânico à base das cascas de café e arroz, que eram descartados após o processo de beneficiamento.  “Os investimentos aqui são uma mostra do comprometimento do governo do Estado com esses e outros produtores que estão fazendo a economia do Acre crescer”, disse o secretário de Pequenos Negócios, José Carlos Reis.

Salão de beleza

Rozemildo Nunes já foi diarista, gari, servente e barqueiro, mas desde 2008 a sua vida mudou completamente. Cansado do trabalho pesado, resolveu fazer um curso de cabeleireiro e viu que poderia ganhar dinheiro de uma forma bem diferente da qual estava acostumado.

Rozemildo já foi diarista, gari, servente e barqueiro. Hoje tem uma renda mensal de aproximadamente quatro salários mínimos (Foto: Angela Peres/Secom)
Rozemildo já foi diarista, gari, servente e barqueiro. Hoje tem uma renda mensal de aproximadamente quatro salários mínimos (Foto: Angela Peres/Secom)

Em 2012, Rozemildo fez um dos cursos de especialização oferecidos pela SEPN e tem conseguido uma renda mensal de aproximadamente quatro salários mínimos. “Antes de fazer o curso, tinha mês que eu não tirava nem um salário. Hoje a minha realidade é outra, sustento a minha família e tenho uma boa renda”, comenta.

Os servidores da SEPN também repassam informações importantes aos pequenos empreendedores, principalmente sobre a necessidade de ser formalizar. Peregrina Lima, a “Aninha”, coordenadora local, explica que existem associações para intermediar a formalização: “Hoje, a parceria da Pequenos Negócios com o Sebrae nos ajuda a tirar essas pessoas do anonimato. Na verdade, elas são as protagonistas dessa nova economia”, afirmou.

Corte e costura

Lurdina Santiago já trabalhava com conserto de roupas há alguns anos, mas viu no curso oferecido pela SEPN uma oportunidade para se aperfeiçoar. Ela resolveu se inscrever no curso realizado no Centro de Referência em Assistência Social (Cras), onde já participava de algumas atividades.

Com essa renda, Lurdina Santiago ajuda no sustento da minha família (Foto: Angela Peres/Secom)
Com essa renda, Lurdina Santiago ajuda no sustento da minha família (Foto: Angela Peres/Secom)

Com o microcrédito oferecido pela SEPN na parceria com o Sebrae, Lurdina comprou outras duas máquinas de costura e consegue manter a família com dignidade. “A minha renda ajuda no sustento da família, principalmente porque nem sempre meu esposo está trabalhando. Eu agradeço muito o empenho do governo em melhorar a vida da gente”, declarou.

O secretário de Pequenos Negócios afirmou que esses incentivos do governo devem continuar, pois têm mudado de maneira significativa a vida das pessoas. “Esses programas são muito importantes, principalmente nas cidades do interior, onde as pessoas nem sempre têm oportunidade. E nós vamos continuar investindo”, disse Reis.

A costureira fabrica roupas masculinas, femininas e infantis, além de peças íntimas. Com a grande busca por seus produtos, Lurdina quase não dá conta de todas as encomendas. A dona de casa aliou outra atividade aos trabalhos com costura e montou um pequeno lanche na frente da casa onde mora, atraindo toda a vizinhança nos finais de tarde.

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